Continuação
Antônio M. dos santos: " Não existe deficit previdenciario.Segundo o consultor Ivo Loyola ,professor e especialista em calculo atuarial,o deficit da previdência é fabricado pela contabilidade do governo, por meio de uma serie de artimanhas contábeis, com o objetivo de deixar os trabalhadores e suas organizações na defensiva.O servidor publico recolhe para a previdência sobre o salario integral, o que muitas vezes é maior do que receberá na aposentadoria, haja vista a politica de "penduricalhos salariais" que não são fixados aos proventos quando da inatividade profissional.O servidor publico não tem FGTS,seguro desemprego,aviso prévio e é obrigado a conceder dedicação exclusiva para o Estado.
Previdência privada no Brasil é brincadeira de mal gosto, haja visto o exemplo das " Capemis" da vida.O governo deveria estar voltado e preocupado é com o combate de isenções tributarias para as falsas filantropias e cooperativas, a existência das irregulares terceirizadas,as privatizações prejudiciais ao País,os injustos acúmulos de aposentadorias parlamentares de apenas 08 anos, a falta de agilidade estatal na cobrança judicial dos grandes sonegadores,a falta de tributação para as grandes fortunas etc.
Ano 2002 - O relatorio final da CPI da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que investiga fraudes no INSS, cita um senador e cinco deputados federais como responsáveis pelas indicações de funcionários que fraudaram a Previdência Social.Parlamentares citados no relatorio são:
Francisco Dorneles,Ney Suassuna, Laura Carneiro,Aldir Cabral,Rubem Medina e Bispo Rodrigues.Com base no depoimento dos servidores acusados, a CPI concluiu que, os funcionários praticaram fraudes para arrecadar dinheiro para as campanhas de seus "padrinhos políticos".A fraude ocorreu entre 1996 e 1998.O relatorio aponta que os políticos indicaram funcionários que já respondiam a processos administrativos por supostas fraudes.
Folha de São Paulo - " Primeira Fenda ". " Surgiu a primeira fenda na proposta da reforma previdenciaria do governo petista.O Presidente Luís Inácio da Silva pretende manter um sistema especial de pensões para os militares . A abertura de concessões desse tipo - sob a alegação de que algumas carreiras publicas têm "especificidades" - compromete a consecução de uma reforma universal e cidadã. A concessão de Lula aos Militares ameaça jogar por terra a aceitação social da mudança.Os petistas no poder, que tanto falam em cidadania e politica social,começam cedo, a trilhar o caminho da manutenção do "Stato quo"corporativista naquele projeto - a universalização da Previdência- que talvez seja o que tem o maior potencial de impacto social,inclusive na distribuição de renda.
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